O que dá para ver.
Quatro leituras que o registro público sustenta hoje. Aqui elas aparecem sem o nome da molécula e sem o valor por estado: essa parte é do relatório, não da vitrine.
Quatro leituras reais
A rampa que não aparecia
Um oncológico de alto custo saiu de R$ 2 milhões em 2023 para R$ 61 milhões em 2026 no empenho federal por decisão judicial, com o ano ainda incompleto. Não é uma compra isolada: é uma curva, e ela só existe porque a série foi reconstruída desde 2023, mês a mês.
O produto que se vende sozinho
Há molécula de portfólio parada em dezenas de farmácias públicas, em mais de dez estados, sem nenhum contrato público registrado para ela — a maior parte do estoque entrou pela via judicial. É receita real, pulverizada, que auditoria de canal não enxerga. Qual molécula, quantas unidades e em quais estados é o conteúdo do relatório.
A série que começa agora
Uma molécula com zero compra pública nos três canais acaba de ser incorporada ao SUS. A partir da incorporação, a compra começa a existir — e dá para acompanhar desde o primeiro empenho, não um ano depois.
O canal descentralizado é maior que o federal
Em vários produtos, estados e municípios homologam mais do que a União empenha, e as duas bases não se sobrepõem: há estado que só aparece em uma delas. Quem olha só a compra federal enxerga uma fração do dinheiro — e a fração é diferente em cada molécula.
Quatro anos de compra federal por decisão judicial
Empenho da ação 4705, plano orçamentário 0004 (sentenças judiciais), elemento 30, deduplicado e com a molécula deduzida do texto do próprio item. Série contínua desde 2023. O ano corrente está incompleto.